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sábado, 16 de julho de 2022

Louis Pasteur

Louis Pasteur Professor e Doutor
 Esse fato ocorrido em 1892, é verdadeiro e integrante de biografia.

Um senhor de cerca de 70 anos viajava de trem tendo ao seu lado um jovem universitário, que lia o seu livro de ciências. Aquele senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta com alguns detalhes em dourado…

Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia e estava aberta no livro de Marcos.

Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura daquele senhor e perguntou:

– O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?

– Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus… Ou será que estou errado?

– Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar mais sobre a História Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião.

Somente pessoas sem cultura ainda creem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.

– É mesmo? E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia, meu rapaz?

– Bem, respondeu o universitário, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que eu lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência.

O ancião então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó e deu o seu cartão ao universitário.

Quando o jovem leu o que estava escrito, calou-se e saiu cabisbaixo sentindo-se o pior de todos os seres.

No cartão estava escrito: 

Professor Doutor Louis Pasteur,

Diretor Geral do Instituto de Pesquisas Científicas da Universidade Nacional da França.

E uma frase complementava as informações:

‘Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima.’

domingo, 26 de janeiro de 2020

Luiz Coronel - Santa Maria!

boate kissSanta Maria!
Teus jovens, tão jovens, muitas noites de verão, foram ao encontro da morte quando buscavam tão somente a alegria, a confraternização da música, a euforia da festa.

Santa Maria!
Kiss, Kiss, Kiss, o beijo da morte veio envolto em fumaça e na rebentação das labaredas.

Santa Maria!
Quantos sonhos incinerados? Quanto futuro carbonizado?
Mãos prontas para a colheita de diplomas universitários postas sobre o peito, naquele fúnebre e trágico ritual que o verbo morrer conjuga.

Santa Maria!
Nem todas as lágrimas do mundo apagarão tuas chamas ou devolverão a vida aos teus meninos e meninas.

Santa Maria!
Qual oração consola? Que palavras explicam? Que bálsamo ameniza a dor dos pais, irmãos, amigos?

Santa Maria!
Vidas, vidas, vidas, prontas para colher frutos da espera, multiplicarem-se no amor, fertilizarem o tempo com trabalho, eficiência, conhecimento.

Santa Maria!
Não se perderá na fumaça a dor que tua tragédia elaborou.
A raquete na parede, os vestidos nos guarda-roupas, o tênis sob a cama e a ausência em cada canto, nas alamedas da faculdade, no abraço dos amigos, no pranto interminável dos pais.

Santa Maria!
Seja um pungente silencio a mão que acaricia a fonte dos que choram imensurável perda.

Santa Maria!
O tempo ameniza o pranto, mas as cicatrizes desta tragédia hão de perdurar na memória como símbolo de sofrimento, o quanto um soluço rasga o silencio denunciando a mais profunda dor que suporte o coração humano.